31 de mar. de 2010

Atenção românticos de plantão!


Prá quem não sabe, muito me fascina,  música de boa qualidade e em qualquer idioma, particularmente música romântica!  E isso me leva muitas vezes, a grandes e valiosas viagens nos bondes do Ares e do Shareaza!
Adoro vasculhar os arquivos compartilhados de gente de todo canto do planeta e, vez por outra, consigo garimpar sutis preciosidades como  “Voorbij”,  “Dochters”  e  "Afscheid nemen bestaat niet",  do holandês Marco Borsat!
O destaque fica por conta do dueto com Dominique van Hulst  na canção “Voorbij”!
Um dueto arrebatador de altíssimo nível, que vem chegando de mansinho na voz suave de Marco Borsato, e que aos poucos vem crescendo de forma magnífica e pungente!!
A voz mansa do início, vai tomando paulatinamente, corpo, como se amadurecesse no decorrer da canção e se torna firme, plena e vibrante, até ser brindada com a performance sublime e doce da cantora Dominique, como num gigantesco e avassalador encontro de águas cálidas e cristalinas!
Juntas, as vozes de Marco e Dominique se entrelaçam, se moldam e se fundem, encaixando-se perfeitamente em cada detalhe, em cada nota, como dois corpos molhados, respirando e transpirando paixão, desejo e urgência!

É daquele tipo de canção que a gente sente uma necessidade venal de cantar junto, como se a conhecesse, e o ouvido, até pode não entender uma só palavra da letra em holandês, mas essa também, é daquelas canções que exalam sentimento com cheiro de flor, e que basicamente não precisam de tradução por que seja qual for o idioma cantado,  falam direto ao coração, e se esse coração estiver apaixonado então....;  viaja leve, calmo e docemente, pelas fronteiras quase etéreas e meandros, de amores capazes de explodir o peito e de acalentar os ventos, num colo tranqüilo e aconchegante!
“Voorbij” faz sonhar!
"Vorbij" faz a gente se sentir vivo, pronto e apto...
Pro amor...
Para amar...
E para ser amado!

Êêêêêêêiiita mundo véio sem portêêêêêêra!!

Pra quem, como eu, não conhecia o cara, aí vai um pouco da história dele!
A fonte é o Wilkipédia, (Em inglês), mas a tradução do senhor Google é uma grande porcaria, de modo que tive que tirar meu dicionário da gaveta e fazer umas adaptações!
Vale muito a pena, pra quem gosta de música romântica, baixar as três que citei acima!
Não sei se adianta pra alguém a cifra ou a letra mas quem quizer a tradução, vou tentar encontrar!

****SENHORAS E SENHORES****
Com vocês:

MARCO BORSATO



  • Marco Roberto Borsato
  • Nasceu na Holanda em 21 de dezembro de 1966 na cidade de Alkmaar
  • filho de Roberto Borsato e Maria de Graaf, tem dois irmãos, Armando e Sylvana
  • A família mudou-se para Itália , onde o pai abriu um restaurante em Garda .
  • Viveu durante muito tempo na Itália de modo que, segundo consta, domina impecavelmente o idioma.
  • Ele começou a cantar  em italiano, e só em1994 é que assumiu a bronca de cantar em seu próprio idioma.
  • É casado com Ruiters Leontine e tem três filhos.
  • Estreou como cantor depois de ter ganho o programa holandês  Soundmixshow em 7 de abril de 1990 com sua versão da canção, “Neste momento”, de Billy Vera .
  • Gravou três discos em italiano porém só  se tornou popular, e ganhou definitivamente o público, quando gravou em holandês o single "Dromen zijn Bedrog" que alcançou o primeiro lugar nas paradas holandesas!
  • Muitas de suas canções são, na verdade versões ou adaptações de canções italianas, (de cantores como por exemplo, Riccardo Fogli , Giorgia , Riccardo Cocciante , Claudio Baglioni , Marco Masini e Zucchero ). Particularmente,  teve muito sucesso com uma adaptação de Margherita de Riccardo Cocciante.
  • Marco Borsato é  embaixador da ONG holandesa War Child , que ajuda crianças em áreas de Pós-conflito a lidar com as suas experiências de guerra.
  •  
  • PRÊMIOS QUE RECEBEU COMO CANTOR:
  • 1996 - 2006 - TMF Award  (11 vezes melhor cantor holandês)
  • 1997, dois Edison’s (1 como melhor Cantor, e 1 pelo melhor Single do Ano)
  • 1999 Golden Harp (com John Ewbank )
  • 2000 Hitkrant Award, para a canção Binnen ("Inside")
  • 2000 Honorary Award para Melhor Álbum (Luid en duidelijk ("Loud and Clear")) e Melhor Cantor
  • 2001 Edison (Melhor Cantor)

DISCOGRAFIA:

Ano
Álbum
1990
Emozioni

1991
Sento

1992
Giorno per giorno

1994
Marco

1995
Als geen ander

 1997
De waarheid

 1998
De bestemming

 2000
Luid en duidelijk

 2002
Onderweg

 2002
Onderweg : Live in De Kuip

 2004
Zien

 2004
Zien : Live in de Kuip 2004 (CD/DVD

 2006
Sinfônica de Rosso (CD / DVD)

 2008
Wit Licht




SINGLES:

Ano
Single
1990
"Emozione / At This Moment"

1990
"Una donna cosi"

1991 
"Sento"

1992
"Un po' bambino"

1994
"Dromen zijn bedrog"

1994
"Waarom nou jij"

1995
"Je hoeft niet naar huis vannacht"

1995
"You've Got a Friend" (com René Froger e Jacott Ruth )

1995
"Kom maar bij mij"

1996 
"Ik leef niet meer voor jou"

1996
"Vrij zijn / Margherita"

1996
"De waarheid"

1997
"Wereld zonder jou" dueto (com Trijntje Oosterhuis )

1998
"De bestemming"

1998 1998
"Het water / De speeltuin"

1999
"Binnen"

2000
"Wat is mijn hart"

2001
"Lopen op het water"  dueto (com Sita )

2002
"Zij

2003
"Afscheid nemen bestaat niet"

2004
"Voorbij" (dueto com Dominique van Hulst )

2004
"Wat zou je doen?" (Dueto com Ali Talk )

2004
"Laat me gaan" (lançado apenas em Bélgica )

2006
"Because we believe" dueto (com Andrea Bocelli )

2006

2006

2008
"Wit Licht"

2008
"Stop de Tijd"

2008
"Dochters"

INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Obras de ou sobre Marco Borsato em bibliotecas ( WorldCat catálogo) 


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osvaldoluiz1313@hotmail.com

27 de mar. de 2010

A morte tem cheiro de loucura, e gosto de asfalto... Juvenal!




Juvenal é um cara legal!
É sim! Todo mundo diz!
F...odido pra cacete, coitado!
Mas ele não tá nem aí e é um cara muito gente fina!
Trabalha de guarda num posto de gasolina, nada de mais.  Só tem que ficar de olho na malandragem e não deixar os “brou” fazer do pátio uma pista de manobras pra motoqueiros delinqüentes!
Os caras são barra pesada mas não enchem muito o saco do Juvenal não por que no fundo sentem um misto de admiração e pena do cara quando ele vem, manquitolando feito uma égua velha perneta, lhes dizer pra saírem do pátio do posto!
Admiração por que o sujeito tem que ter culhões (Côco roxo pra quem não sabe o que é culhão!) pra enfrentar e mais ainda pra chamar a atenção deles, por que ele fazia isso mesmo sabendo que a um sinal do chefe da gangue, ia virar carne moída;  E pena, por que, de repente, diante das máquinas reluzentes, pilotadas por jovens de corpos atléticos e gatinhas saradas da hora, Juvenal parecia, pensavam eles, nada mais que um mendigo maltrapilho e morto de fome!
Era de doer!
Mas Juvenal não tava nem aí, tinha fé no seu próprio taco!  A pólio, tardia, apenas lhe tinha tirado a mobilidade e muitos centímetros de sua mirrada perna direita, mas não lhe levara a dignidade e a força descomunal nos braços e punhos adquirida nos bons tempos de estiva no porto de São Francisco!
Os babacas da gangue de motoqueiros não sabiam, mas um soco, que Juvenal lhes acertasse bem de raspão, na cabeça, faria com que seu dono cambaleasse, com as pernas moles como salsichas e se estabacasse no chão onde ficaria, completamente desnorteado por uns quinze minutos!

Eram dez e meia da noite, tempo nublado, tipo chove-não-chove, chove-não-chove mas Juvenal tinha que sair assim mesmo!
Tinha que levar seu filho de oito anos até a casa de sua irmã, tia do garoto, para depois seguir com sua bicicleta estoporada e caindo aos pedaços, para o posto onde trabalha!
Era só o tempo de deixar o guri na frente da casa da tia, dar-lhe um beijo de despedida e picar a mula pro trabalho por que tinha pela frente cerca de uma hora de pedalada!  O expediente começava a meia noite e ia até as oito da manhã!

Juvenal é gente boa, como eu disse!
Mas é f... odido pra caramba, coitado! Só que não tá nem aí!
Isso eu também disse!
Naverdade eu não disse pra caramba, eu disse pra cacete!
Mas ele é f... odido!
E não tá nem aí!

Nesse dia, Juvenal tava meio atrasado!
Era raro isso acontecer, mas ele tava meio atrasado!
Foda chegar atrasado no trampo!  Ainda mais que ele não era registrado, já pensou!  O patrão não era exatamente aquilo que se podia chamar de “homo SAPIENS”, tava mais pra “PITHECANTROPUS HORRENDUS”!  Tremendo safado, homem das cavernas mesmo!  Um troglodita, e Juvenal sabia disso!
Tanto que com uma agilidade incomum, cortou um pão de hambúrguer, daqueles redondos, tascou-lhe uma Doriana dentro, embrulhou num guardanapo de papel e junto com um pacotinho de suco de manga em pó, colocou tudo bem arrumadinho dentro de uma sacolinha de plástico! Dessas de mercado mesmo!
Era o lanche do filho!
O guri estudava de manhã e Juvenal gostava de, ele mesmo preparar o lanche do filho na véspera!  A irmã do cara dizia pra ele que ela mesma poderia fazê-lo no outro dia pela manhã, pouco antes do gurizinho sair, que assim o pão não ficava murcho, mas não tinha jeito.  Juvenal dizia que o cuidado e o carinho com que ele preparava aquele simples pãozinho com Doriana, faria dele o melhor lanche do mundo, ainda que um pouco murchinho!
Não sei se o guri gostava, mas tendo em vista que ele não tinha opção e que nunca reclamou acho que no fim das contas tava tudo certo!

Juvenal era pai solteiro, ou melhor, viúvo, pois a mulher falecera vítima de um acidente de carro,(foi atropelada), um ano depois que o filho nasceu!
Criou o pentelho sozinho se você quer saber, e muito bem criado por sinal!  O gurizinho também era gente fina pra caramba, digo..., pra cacete!
Inteligente que ele só.  Ligeiro, bom de bola!  Notas altas!  Fazia uma pipa como ninguém e deixava de queixo caído os marmanjos de doze e até de quatorze anos na hora de empinar!
Brincava de pique esconde, não falava palavrão, nem mijava nos muros da vizinhança como quase todos os meninos do bairro!  Tratava os mais velhos por “senhor” e “senhora”, levantava pra dar lugar pr’um idoso ou pr’uma senhora gestante no ônibus! Essas coisas que criança hoje em dia nem sabe o que é!
Ele até tomava banho sem ficar de picuinha quando Juvenal chamava!
O gurizinho adorava o pai!
Adorava sim! Idolatrava até, eu acho!
Era doidinho de pedra mesmo por Juvenal.  Não sei se era por que tinha perdido a mãe muito cedo, mas o fato é que, pra ele, seu mundo era Juvenal!  Tudo era Juvenal e, para o Juvenal, o gurizinho também era tudo!  Tudo, tudo, tudinho mesmo!  Era um pedacinho vivo de sua falecida esposa que tanto amou e ama ainda!
“Tão parecido com ela!” – dizia Juvenal com os olhos marejados ás vezes, enquanto o observava correndo com a lata de linha na mão, contra o vento, até que a pipa ganhasse altura!

Êêêêê, Juvenal!
Gente da melhor qualidade esse Juvenal!
E o pentelhinho do filho dele também!
Aos olhos do mundo...
Dois f...odidos!
Mas eram gente boa!  E felizes também!

Juvenal acabou de preparar o lanche do guri e amarrou junto com um guarda-chuva na garupa da bicicleta!  O tempo não tava nada bom e diziam que ia amanhecer chovendo e Juvenal não queria que o guri se molhasse no caminho pra escola!  “Deus te dê muita saúde meu filho” – pensava ele – “por que com o que eu ganho, e que mal dá pra alimentar a nós dois, não sei o que eu faria pra comprar remédio se você ficasse doente”!
Eu acho que nesse ponto, Deus dava uma força bem legal pro Juvenal, por que nunca ouvi falar que o gurizinho tenha ficado doente!  Nem gripe, dor de garganta, nem nada do que geralmente a molecada tem nessa idade!  Eta bichinho porreta!!

Faltavam quinze minutos pras onze da noite e o Juvenal agora tava mesmo atrasado, por que levava vinte minutos, na bicicleta estoporada, até a casa de sua irmã e depois uma hora pra chegar no serviço!
Pra qualquer outra pessoa, cinco minutos de atraso não era nada, mas o patrão era um tremendo pau-no-cú e Juvenal sabia disso!  Sabia que por causa de cinco minutos o safado podia despedí-lo e isso é que não podia acontecer!
O cara ganhava pouco mas esse pouco era tudo o que dispunha pra comprar rango e material escolar pro gurizinho!  Não dava pra vacilar!
“Mas não dá nada, não!” – pensou – “eu tiro o atraso na estrada!  E depois, se der algum bode, digo pro chefe que trabalho no domingo a noite de graça!  Acho que vai dar tudo certo!”
Esse é o Juvenal que eu conheço!
A porra do mundo pode estar desabando sobre a sua cabeça mas o cara nunca entrega os pontos!  Sempre otimista, sempre esperançoso!

Eu tenho inveja do Juvenal sabe!
Inveja no bom sentido!  Eu admiro o cara.  Admiro mesmo!
Por que não é qualquer um que consegue levar uma vida f...odida igual a que ele levava, e ter sempre um sorriso, um sonho, uma esperança, sabe!
O cara teve poliomielite, cara!  Sabe o que é isso?  Num mundo onde tem engenheiro e advogado trampando de garçom e de motorista, imagina só como é que fica a vida de um cara que não tinha profissão definida e de repente fica com a perna direita mirrada, capenga??!
Juvenal só sabia carregar e descarregar navio, pô!
O patrão não pagava muito, mas o Juvenal era forte e trabalhava muito, de modo que no final do mês, ganhava bem mais do que ganhava agora, no posto!
Agora, depois da pólio...
Fodeu!
Depois perde a mulher que ele idolatrava, o amor de sua vida!  De uma forma brutal e repentina, filho pequeno pra criar, comida, roupa, tênis pra comprar, brinquedo de Natal, dia das crianças, aniversário!  Salarinho miserável, e aí?  O que é que faz??
Juvenal fez!  E faz!  Muito bem feito por sinal!  Na boa, tranqüilo, sem se desesperar, sem atropelo e na maior honestidade!  Te falei!
Eu invejo o cara!
No bom sentido!
Tenho inveja sim!

Juvenal trancou a casa, pôs o gurizinho na garupa e saiu derretendo a borracha do pneu da magrela.
Virou à direita na esquina e seguiu pela avenidona Paulo Schroeder, de asfalto, melhor pra andar de bicicleta por que o guidão da bichinha não trepida quase nada e dá pra ir bem mais rápido!
Passou pela frente da escola, na boa, por entre a multidão de estudantes do turno da noite, que tomavam quase a pista toda nos dois sentidos da avenida e segue em frente!
Não dá pra andar muito rápido por que tem muita gente saindo do colégio, na calçada, e até no meio da rua e Juvenal tinha que desviar deles mas tinha que tomar muito cuidado com os carros que vinha atrás de si!
Os minutos se esvaíam como areia fina passando por um escorredor de macarrão mas Juvenal não podia se afobar!
Tinha na garupa uma carga por demais preciosa pra ficar dando bobeira, prá lá e prá cá, no meio da rua e se tem uma coisa que Juvenal definitivamente não era, é vacilão!
Isso não!
Por que Juvenal podia ser um fodido, mas era gente boa e vacilar não era com ele não! Mas não era mesmo!
Mas sabe quando parece que alguém ou alguma coisa tá de sacagem com o cara??
Pois é!
Juvenal tava com pressa, sim, mas tava ligado que a rapaziada, na saída do colégio, se comporta como se fossem donos da rua!  Tão nem aí pra quem vem dirigindo seu carro pela rua, muito menos pr’uma magrela toda arrebentada que nem a bicicleta do Juvenal!
Por isso mesmo, quando um panaca de dezesseis anos saiu correndo atrás de outra múmia da mesma idade pro meio da rua, Juvenal conseguiu desviar a tempo, jogando a bicicleta pra esquerda!  Ele vinha devagar por que sabia que uma coisa dessas podia acontecer e caso acontecesse, e aconteceu, tinha que estar numa velocidade tal que pudesse desviar ou frear, sem machucar ninguém, por que adolescente é assim mesmo, inconseqüente, irresponsável, pensa que sabe tudo, pensa que vai dominar o mundo, se acham revolucionários e se enchem de si mesmos!
Juvenal era um cara esperto!  Pensava longe, pensava rápido!
Vinha devagar e conseguiu desviar...

Mas o “motoqueiro” de vinte anos que vinha atrás não...

As placas de sinalização diziam que a velocidade máxima permitida era sessenta quilômetros por hora e o cara tava a sessenta quilômetros por hora!
Só que ao contrário do Juvenal, o “motoqueiro” não pensava que alguém pudesse se atravessar na frente dele!
Moto leva um tempo pra frear completamente, sabia?
Eu sei, ora bolas! O Juvenal sabia!  Todo piloto sabe!
Mas o “motoqueiro” não sabia!
Sessenta quilômetros podem não parecer nada, mas se uma coisa, de repente surgir a dois metros na tua frente, cê não pára nem com reza brava me’rmão!  Vai todo mundo pros quiabos, cara!  Vai sim, to te falando!  Não tem xixi-minha-nega não!  Cai mesmo!  Bate mesmo!

Hoje, dia vinte e sete de março de 2010 o gurizinho ia fazer dezoito anos!
Eu lembro que, nas poucas vezes em que falei com ele, (por que eu não levo muito jeito com crianças, sou meio casca grossa, se é que você me entende!), sempre me dizia que queria ser piloto de avião!
Sei lá, eu acho que esse negócio de andar de avião é meio coisa de maluco, tá sabendo!  Eu me pélo de medo de altura, cara!  Não consigo subir em cima de nada que esteja a mais de meio metro do chão e de mais a mais, pilotar uma joça que voa, tenho comigo que é preciso ter um estudo que eu não tenho por que, quem me conhece sabe: sou mesmo meio burrão pra’s letras!  Estudar nunca foi o meu forte, mas o gurizinho não!  Aquele era o cara!!  Inteligente como era, tenho certeza que agora, estaria se alistando na aeronáutica e não duvido nada que o danadinho um dia desses, passasse zunindo, com uma porra d’um caça da força aérea, por cima de nossas cabeças!
Nem te falei o nome dele né??
Era Juvenal também!  Que nem o pai dele!  Homenagem da dona Maria Elinda, mão do Juvenal filho, ao homem que amava, Juvenal pai!
Ééééééééé!
O Juvenalzinho tinha futuro!
Na época era um f...odido! Igual ao pai!
Mas tinha futuro!
Tinha mesmo!

Agora não tem porra nenhuma!
Porra nenhuma mesmo!!

Hoje, uma veze por mês, saio da minha casa de manhã cedinho, pego o ônibus na rodoviária e vou passar o dia com o Juvenal!
Ele não mora mais no bairro com a gente, desde que saiu do hospital, na época do acidente!
Chamam de “Hospital psiquiátrico” o lugar onde ele está, mas eu acho aquilo tão parecido com hospício!
Talvez seja por que “Hospital Psiquiátrico” seja um nome mais pomposo que hospício ou sanatório!  Ou por que as famílias das pessoas que moram lá se sintam envergonhadas em ter um parente meio pirado das idéias, sei lá!

Não sei se o Juvenal se dá conta da minha presença, apesar de eu ficar o tempo todo ao seu lado, conversando com ele, contando as novidades dos amigos do bairro, da caxeta no final de semana!
Fico muito tempo olhando pra ele, e ele com aqueles olhos esbugalhados, arregalados, fixados em um ponto qualquer além do infinito!
Não sei se dá pra dizer que o Juvenal ainda é um cara fodido, mas agora eu sei que ele não tá nem aí mesmo!
Nem pisca quando conto, pela centésima vez que o JEC, seu time do coração, não disputa mais a série “A” do campeonato brasileiro. Na verdade nem a série “B”, e nem a série “C”, acho eu!  De fato, só sei que está disputando o campeonato Catarinense mas depois ninguém sabe o que vai fazer da vida!
O cara era tão otimista, que o JEC podia perder a metade das partidas que disputava, mas o Juvenal continuava torcendo, continuava esperançoso e no fim, o time se recuperava e ainda dava show de bola!
Talvez até tenha alguma coisa a ver, penso de vez em quando, por que agora JEC não ganha mais nada, e o Juvenal não torce por mais nada e eu, particularmente, acho que ele também não vê mais nada, não sente mais nada, não quer mais nada e não espera mais nada, afinal o que ele poderia esperar, né?
Acho que ele não espera nem morrer por que no fim, o Juvenal pai, parece que já morreu a dez anos atrás, no dia vinte e sete de março de 2000!  Junto com o Juvenal filho!

Esse texto é baseado na história real de um acidente ocorrido na rua Paulo Schroeder, bairro Petrópolis, em 26 de março de 2010!

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26 de mar. de 2010

Tooooma! Bicho Burro!!

Um chinês pangaré de teta passou por uma cirurgia para tirar quase 90 cm de corda, dessas que as crianças usam para pular, da sua bexiga.
Daí, você me pergunta, como o sujeito conseguiu enfiar a corda lá dentro? Advinha? (Nem Freuda explica!)Inserindo o objeto dentro do pênis, como parte de uma performance sexual bizarra. (Vai ver a chinezinha, mulher dele tem uma buceta voadora e ele quiz pegar a danada no laço!!)
Zhao Chenglin, um chinês de 58 anos que vive em Chongqing, colocou a corda por dentro de sua uretra,(AAAAAAARRRRGGGGG!!) mas quando tentou removê-la de lá...(AÍÍÍ FODEEEEU DE VEEEEZ!)
Um exame revelou que o sujeito conseguiu dar um nó (No fiofó, de tanta dor!!) na corda, que se enrolou dentro da bexiga. (E acabou de derreter o cérebro do infeliz!).
A sordidez do caso não para por aí. (Puta-que-o-pariu!!  Tem mais?) Como andava meio durango, o chinês não procurou o hospital e conviveu com o doloroso problema por dois meses. (Bem feito seu jumento de teta!) Isso mesmo, caro leitor, 60 dias (Apaixonado) com uma corda de plástico enfiada na uretra. (E o cu que não passava uma agulha!!)
Assim que foi convencido a procurar o médico, Chenglin cara-de-cavalo foi internado e passou por uma cirurgia de emergência. (Providencial, aliás a cirurgia, senão o "pinto-loco" ia entrar em trabalho de parto!!)

Fonte:http://www.contaoutra.com.br



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